Pedro Pinho

Pedro Pinho nasceu em Lisboa e também viveu em Paris, Barcelona, Maputo e Mindelo. As suas três longas-metragem de ficção estrearam nos dois festivais de cinema mais importantes do mundo: Cannes e Berlim.

O RISO E A FACA (2025), a sua segunda longa de ficção, uma co-produção entre Portugal, França, Brasil e Roménia, estreou na Selecção Oficial do Festival de Cannes, onde conquistou o prémio de Melhor Atriz (Cleo Diára) da Secção Un Certain Regard. O filme conta já com 6 prémios e continua o circuito mundial dos festivais. Teve estreia comercial até ao momento em França, Reino Unido, Portugal, Brasil, Espanha, Alemanha e Guiné-Bissau.

A FÁBRICA DE NADA (2017), a sua primeira longa-metragem de ficção, estreou na Quinzena dos Cineastas do Festival de Cannes, onde ganhou o prémio FIPRESCI da Crítica Internacional, somando mais de 20 prémios em festivais de todo o mundo.
O filme teve distribuição comercial em Portugal, França, Espanha, Alemanha, Brasil, Suíça, Reino Unido, Itália, China, Bélgica, Ex-Jugoslávia e Argentina.
Tanto O RISO E A FACA como A FÁBRICA DE NADA figuraram nos tops anuais de prestigiadas publicações como Cahiers du Cinéma, Les Inrocks, Film Comment, Le Monde, Liberation, I-D e Folha de São Paulo.

AS CIDADES E AS TROCAS (2014), documentário co-realizado com Luísa Homem, estreou no FIDMarseille e no Art of The Real do Lincoln Center, em Nova Iorque.

UM FIM DO MUNDO (2013), média-metragem de ficção, estreou na Berlinale, na secção Generation.

BAB SEBTA (2008), o seu primeiro documentário, co-realizado com Frederico Lobo, estreou no FIDMarseille, onde obteve o prémio Marseille Espérance. Venceu ainda os prémios de Melhor Filme Português no Doclisboa 2008 e Melhor Filme no
ForumDoc BH 2009.

Os seus trabalhos foram mostrados em lugares como o MoMA, Lincoln Center, BFI, MALBA, MACBA, e nos festivais de Toronto, New York FF, Rotterdam, New Directors/New Films, Busan, Karlovy Vary, CPH:DOX, Festival do Rio, Mar del Plata, Festival dei Popoli, FICUNAM, Sevilla, entre muitos outros.

Defensor de projectos colectivos, Pedro Pinho criou com outros cinco cineastas a produtora Terratreme (2008), onde teve a oportunidade de colaborar com realizadores como Luísa Homem, Leonor Noivo, Tiago Hespanha, Susana Nobre,
João Salaviza, Filipa Reis, João Miller Guerra, Cláudia Varejão e Basil da Cunha.

Em 2023 funda A Casa do Comum, projecto da Ler Devagar, no Bairro Alto. Um espaço pluridisciplinar de programação independente, atento às grandes questões da cidade e do mundo, sensível às preocupações de artistas e públicos, um lugar de
reflexão, partilha e acção.